Diálogos #50

O Victor, o Rafa e eu estávamos jogando Banco Imobiliário. A ordem de jogo era: Rafa -> Victor -> Daise. Fiz a minha jogada e anunciei:

Daise: Vai, meu lindo.
Rafa: Quem, eu?
Daise: Sim, Rafinha.
Rafa: Ah, tá. É que eu e o Victor somos lindos, aí eu não sabia de quem tu tava falando.

Os lindos da Fofamília jogando Banco Imobiliário.

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Diálogos #49

Num passeio em família, na Barra da Lagoa, estamos querendo fazer fotos dos quatro (como sempre, aliás). O Victor não é lá muito fã de ficar fazendo fotos, e reclama:

Victor: Vocês fazem muita foto!
Daise: É pra guardar de lembrança.
Victor: Vocês não têm memória, não?

Ele reclama, mas a foto sai. ;)

Homem-Aranha de galocha

1 – Finalmente consegui encontrar as galochas que eu queria para dias de chuva.

2 – Os meninos, como toda criança, quando veem um par de botas ou às vezes até de sapatilhas pelo chão da sala (shame on me), têm o costume de calçá-lo e sair brincando (o pé do Victor finalmente ultrapassou o comprimento do meu, portanto, tirar a galocha dele ontem foi meio trabalhoso).

Então, ontem, dia em que encontrei e comprei as botas, o Rafofura encarnou o Homem-Aranha, calçou minhas galochas e saiu dançando pela sala de casa ao som de Raul Seixas e Marcelo Nova (música Best Seller, do álbum Panela do Diabo).

Ele começou a dançar, parou, olhou pra mim e me pediu: “Filma, Zêizi?”


Vocês me desculpem o enquadramento ruim, mas é que eu não nasci pra isso. Eu mais olhava pra ele dançando (e ria, de tanta fofura) do que para a tela de retorno da câmera.

Diálogos #48

Rafael: Zêizi, I love you.
Daise: Eu também te I love you, Rafa.
O Victor ri da minha brincadeira misturando inglês com o português, mas o Rafa corrige a minha resposta:
Rafael: É I love you too, Crazy*.
(O fofinho disse que aprendeu com a mãe dele.)

* Ele me chamou de Crazy, mesmo, e eu acho fofo quando ele também me chama de Crazy, com o ‘R’ do inglês bem pronunciadinho.

“Olha aqui, presta atenção, essa é a nossa canção”

No dia do show do Paul McCartney, quando começou a tocar I’ve just seen a face, eu quis compartilhar uma informação com o Victor, e deu-se o seguinte diálogo:

– Vi, esta música é “minha e do teu pai”. É a nossa música, de quando estávamos nos conhecendo.

– Não, Crazy. Esta música é dos Beatles.

 

Delícias de vó

Olha aí um pouquinho do que a bisa-Lete fez pra gente no fim de semana. É só um pouquinho mesmo, porque já comemos muita coisa e tem coisa que nem tem mais (orelhas de gato e cucas).

Quando acabar tudo de vez, vamos sentir falta dessas delícias.

 

+ família

Lá fomos nós de novo, os quatro, para Brusque, visitar a família Ribeiro.

Avisamos a minha vó Idalete com antecedência suficiente para ela poder preparar todas as delícias que ela não conseguiu preparar nas visitas anteriores porque eu sempre avisava em cima da hora que ia.

E minha vó Idalete é isso: memória das delícias da infância. Até hoje, ela me recebe com gostosuras e me manda de volta pra casa com cucas, orelhas de gato, pão caseiro, bolachinhas de natal sem cobertura (ela faz assim pra mim, porque é assim que eu gosto) ou outras delícias que ela prepara. Minha vó Idalete é do tipo que me liga pra dizer que os moranguinhos estão nascendo. Minha vó Idalete faz o Rafofura acordar na casa dela, sair do quarto onde estamos dormindo e ir encontrá-la na cozinha, dizendo-lhe: “Bom dia, bisa-Lete. Quero nescauzinho, por favor” (e isso aconteceu na primeira vez que os meninos foram pra lá, quando tinham acabado de conhecê-la).

Ela sempre quis preparar gostosuras para os meninos experimentarem, mas como eu avisava em cima da hora sobre a nossa ida, ela não tinha tempo de assar as coisas. Então  – depois de me dar um bronca – ela comprava coisas gostosas na padaria, mas que não chegam aos pés do que ela prepara em casa. Mesmo assim, os meninos já tinham associado a ideia de visitá-la com a ideia de comerem bem. “Lá na casa da bisa-Lete a gente só come coisas gostosas”, diziam os dois, e eles não tinham ainda experimentado as delícias da bisa.

Desta vez, teve cuca de banana (a preferida do Victor), cuca de coco (a preferida do Zúnio), cuca de farofa, cupcakes com cobertura de chocolate ao leite e chocolate branco, pão de mel coberto com chocolate ao leite, orelhas de gato, pão da vó, lasanha da tia Léli, amêndoas de Páscoa, cestas e ovos de Páscoa presenteados pelo meu pai, churrasco, maionese de batata (a minha preferida), batatinha frita pros meninos e muita gente de barriga cheia e beeeeem satisfeita.

Lá fomos nós, saindo de Floripa no sábado já escurecendo, chegando a Brusque à noite e saindo de lá no dia seguinte depois do almoço, pois era o tempo que tínhamos para estar lá desta vez. Ficamos menos de 24 horas. O Victor nos disse várias vezes: “Esse fim de semana está muito gostoso” – seria o fim de semana ou as comilanças da bisa? Voltamos com a sensação de que ficamos lá o fim de semana inteiro, por mais tempo do que ficamos de verdade. Voltamos com a sensação de tempo bem aproveitado, de ficar bem juntinho e da forma como mais gostamos: em família.

~

 Mais tarde, ao levar os meninos à casa da mãe deles, o Victor pega a sua gatinha e a traz até mim. Ele coloca a bichinha no meu colo e vai logo apresentando: “Docinho, essa é a tua vodrasta”.